Fuga em SC: dois presos divulgados como foragidos estavam dentro da penitenciária
Atualizado em 26/05/2026 às 00:39
Imagem oficial divulgada pela Secretaria de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina mostra os três detentos que fugiram da Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul. (Fonte: Sejuri-SC).
Uma reviravolta marcou a fuga registrada na Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste catarinense. Dois dos nomes inicialmente divulgados como foragidos foram identificados, após auditoria, como detentos que não haviam deixado a unidade prisional.
Erro na identificação e revisão oficial
O caso ocorreu após a fuga registrada no último sábado (23), que mobilizou uma megaoperação das forças de segurança em Santa Catarina. Segundo a Sejuri (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social), equipes da Polícia Penal e demais órgãos foram acionadas logo após a confirmação da fuga.
Uma auditoria interna realizada nesta segunda-feira (25) apontou divergências na identificação dos custodiados. Apenas Edilson dos Santos permanece corretamente identificado desde o início. Os outros dois nomes divulgados estavam incorretos.
Lista atualizada de foragidos
- Edilson dos Santos — natural de Renascença (PR)
- Fábio Voytylaki — natural de Caçador (SC)
- Victor Goedert — natural de Bom Retiro (SC)
A Sejuri informou que as divergências serão apuradas pela Corregedoria-Geral, com procedimentos administrativos e investigativos em andamento. As forças de segurança seguem mobilizadas nas ações de busca e recaptura dos evadidos.
Unidade de segurança máxima
A Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul abriga a primeira Unidade de Segurança Máxima de Santa Catarina, destinada a custodiar lideranças do crime organizado e presos de alta periculosidade. O governo estadual anunciou investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliar o sistema prisional, com previsão de 1,6 mil novas vagas.
As celas possuem espaços solitários acoplados para impedir contato entre internos e aumentar o isolamento. Os presos têm direito a banho de sol, alimentação, kit de higiene, atendimento médico e acesso a advogados, mas permanecem isolados dos demais detentos.
Leitura Nexus: o que o caso revela
O erro na identificação expõe fragilidades administrativas no sistema prisional e reforça a necessidade de auditorias constantes. A transparência da Sejuri ao corrigir os dados, porém, demonstra avanço na comunicação institucional.
Para o leitor, o episódio mostra como falhas operacionais podem gerar mobilizações desnecessárias e reforça o desafio de manter controle rigoroso em unidades de segurança máxima.
Edição e Análise: Redação Diário Nexus