Curandeiro condenado em SC: destruição de 500 kg de fitoterápicos expõe risco sanitário e alerta para consumo irregular
Atualizado em 22/05/2026 às 09:59
Produtos fitoterápicos irregulares apreendidos em SC com faixa de advertência “CUIDADO”. (fonte: Ilustração / Diário Nexus).
A incineração de meia tonelada de produtos fitoterápicos apreendidos em Laurentino revela a dimensão do mercado clandestino de “tratamentos naturais” sem registro. O caso mostra como substâncias sem procedência podem colocar a saúde pública em risco e reforça a importância da fiscalização em cidades pequenas.
O que aconteceu no Alto Vale
A Polícia Civil incinerou 500 kg de fitoterápicos apreendidos em 2023 na casa de um curandeiro de 39 anos, preso em flagrante por curanderismo e maus-tratos a um animal. Os produtos estavam sob guarda da prefeitura de Laurentino desde a operação.
Segundo a investigação, o homem vendia 143 tipos de ervas, unguentos e comprimidos para supostas “curas”, todos sem rótulo, sem peso, sem origem e sem qualquer identificação sanitária — um cenário típico de comércio clandestino.
O curandeiro foi condenado a sete anos de reclusão em regime semiaberto e segue respondendo pelos crimes atribuídos.
Por que isso preocupa as autoridades
Produtos sem registro e sem controle podem conter fungos, bactérias, substâncias tóxicas ou dosagens perigosas. A ausência de rótulo impede qualquer rastreabilidade, tornando impossível saber o que o consumidor está ingerindo.
Para municípios pequenos, onde a busca por alternativas naturais é comum, a atuação de falsos terapeutas encontra espaço — e isso amplia o risco de intoxicações e agravamento de doenças.
O que esse caso revela sobre o cenário brasileiro
A venda irregular de fitoterápicos é um problema recorrente no país. A Anvisa reforça que qualquer produto com alegação terapêutica precisa de registro, testes e comprovação científica. Mesmo assim, o comércio clandestino cresce em regiões rurais e cidades menores, onde a fiscalização é limitada.
Operações semelhantes já apreenderam toneladas de produtos irregulares no Brasil, muitos contaminados ou com substâncias proibidas. O caso de Laurentino se soma a esse histórico e reforça a necessidade de vigilância constante.
Impacto direto para o leitor
Para quem mora em Santa Catarina, o alerta é claro: produtos naturais só são seguros quando têm rótulo, registro e procedência. Qualquer item vendido a granel, sem embalagem ou sem identificação, representa risco real.
Além disso, quem comercializa substâncias terapêuticas sem autorização pode responder criminalmente — e quem consome pode sofrer reações graves, intoxicações ou atrasar tratamentos médicos adequados.
Leitura Nexus: o que este caso ensina ao consumidor
A destruição dos fitoterápicos mostra que o problema vai além do crime de curanderismo: trata-se de saúde pública. Produtos sem registro não passam por testes, não têm controle de qualidade e podem causar danos sérios.
Para o consumidor, a regra é simples: desconfie de qualquer “cura natural” vendida sem rótulo ou sem procedência. O apelo emocional dessas promessas costuma esconder riscos que não aparecem à primeira vista.
Daqui para frente, a tendência é que operações semelhantes se intensifiquem em cidades pequenas. O ponto central será a educação da população para evitar que novos casos se repitam.
O que esperar a seguir
Com a condenação do curandeiro e a destruição dos produtos, o caso deve servir de referência para futuras fiscalizações no estado. A orientação das autoridades é clara: qualquer suspeita de comércio irregular deve ser denunciada.
Para o leitor, o recado final é direto: saúde exige responsabilidade. Evitar substâncias clandestinas é a forma mais segura de prevenção.
Edição e Análise: Redação Diário Nexus