Acordo com o Irã: Trump marca assinatura para domingo e promete reabrir Ormuz

W. Martins
Redator

Atualizado em 13/06/2026 às 18:03

Acordo com o Irã: Trump marca assinatura para domingo e promete reabrir Ormuz

Símbolo da assinatura do acordo de paz entre EUA e Irã, com promessa de reabertura do Estreito de Ormuz e fim das tensões no Oriente Médio. (Fonte: Ilustração / Diário Nexus).

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz com o Irã será assinado neste domingo (14) e que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente após a assinatura. Apesar do anúncio, Teerã diz que a data ainda não está confirmada.


O anúncio de Trump e a promessa de reabertura de Ormuz

Donald Trump declarou em sua rede Truth Social que Estados Unidos e Irã assinarão um acordo de paz no domingo. Segundo ele, o documento estabelece uma barreira definitiva para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, além de encerrar o conflito que se arrasta há meses no Oriente Médio.

O presidente também afirmou que o Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta — será reaberto imediatamente após a assinatura. A via está parcialmente bloqueada desde a escalada militar entre os dois países.

Trump disse esperar que o processo seja “rápido, fácil e tranquilo” e afirmou que os EUA pretendem trabalhar em conjunto com o Irã e com todo o Oriente Médio no futuro.

O que o Irã diz sobre a data da assinatura

Apesar do anúncio americano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que a assinatura não ocorrerá neste domingo. Segundo ele, ainda não há uma data definida para o memorando de entendimento.

Baghaei reconheceu que a assinatura pode ocorrer nos próximos dias, possivelmente em Islamabad, mas pediu cautela ao comentar prazos. A posição iraniana contrasta com o otimismo de Trump e do Paquistão, que atua como mediador.

O papel do Paquistão e o avanço das negociações

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que EUA e Irã chegaram a um consenso e que o acordo está mais próximo do que nunca. Ele disse que o país se prepara para uma assinatura eletrônica nas próximas 24 horas, seguida de negociações técnicas.

Sharif agradeceu publicamente aos dois países pelo “compromisso contínuo” e afirmou que o acordo pode estabelecer uma base sólida para uma paz duradoura no Oriente Médio.

Fontes da Casa Branca ouvidas pela Reuters também afirmam que há um “acordo sólido” em andamento, embora detalhes ainda estejam sendo ajustados.

O que pode estar no acordo: versões divergentes

Nenhum dos governos divulgou oficialmente o conteúdo do memorando, mas imprensa americana e iraniana publicaram pontos atribuídos a fontes internas. Segundo a CNN, o acordo prevê cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, reabertura imediata do Estreito de Ormuz e flexibilização progressiva das sanções.

A Reuters afirma que o programa nuclear iraniano seria desmantelado e que Teerã só teria acesso a ativos congelados após cumprir sua parte. Já a imprensa estatal iraniana diz que o país não abrirá mão do controle de Ormuz nem do direito de enriquecer urânio.

As versões mostram que ainda há divergências significativas sobre o conteúdo final do acordo, especialmente no que diz respeito ao programa nuclear e ao controle marítimo.

Críticas, recuos e a escalada militar recente

Trump chegou a criticar o Irã por “vazar informações falsas” à imprensa e chamou seus dirigentes de “pessoas desonrosas para negociar”. Horas depois, porém, repostou uma mensagem do chanceler iraniano afirmando que o acordo “nunca esteve tão próximo”.

A aproximação ocorre após dias de ataques entre os dois países, mesmo sob cessar-fogo. A escalada começou após a queda de um helicóptero americano na região de Ormuz, que Trump atribuiu ao Irã. Em resposta, os EUA bombardearam sistemas de defesa iranianos, e Teerã retaliou com ataques a bases americanas no Golfo.

O Irã chegou a anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, agravando a crise e pressionando ainda mais as negociações.

Leitura Nexus: o que está em jogo no acordo EUA–Irã

O anúncio de Trump coloca o mundo diante de um possível ponto de virada no Oriente Médio. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, teria impacto imediato na economia mundial e reduziria tensões no mercado energético.

No entanto, as divergências entre as versões americana e iraniana mostram que o acordo ainda está em terreno instável. O controle do estreito e o programa nuclear são temas sensíveis, e qualquer desalinhamento pode atrasar ou até inviabilizar a assinatura.

Se o memorando avançar, será o maior movimento diplomático entre os dois países em décadas. Se fracassar, o risco de nova escalada militar permanece alto — especialmente após os ataques recentes.

O que esperar dos próximos dias

Com anúncios contraditórios e negociações em ritmo acelerado, o cenário permanece incerto. Trump insiste que o acordo será assinado no domingo, enquanto o Irã pede cautela e evita confirmar a data.

O mundo agora observa se a diplomacia conseguirá prevalecer após semanas de tensão militar. A assinatura — ou a ausência dela — deve definir os rumos do Oriente Médio nas próximas semanas.

Edição: Redação Diário Nexus

Fonte da Informação: Portal G1